Põe os cotovelos na mesa

Acordo e bato com o cotovelo na cabeceira da cama Como é que eu estava deitada? Sentada no escuro fazendo perguntas a mim mesma foge-me o pensamento para aquelas três figuras que por uma vez despertaram em mim um sentimento, uma comoção verdadeira, ou, pelo menos foi o que pensei então quando se deu o... Continue Reading →

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Beckett Ribeirinho no Avanteatro

À Espera de Beckett ou Quaquaquaqua volta aos palcos esta Sexta-feira, 6 de Setembro, às 21h30, na Festa do Avante. Mais informações em http://www.festadoavante.pcp.pt/2019/a-espera-de-beckett-ou-quaquaquaqua O sonho de Ribeirinho Fim dos anos cinquenta. No centro de Lisboa, uma trupe de comediantes famosos, do cinema e do teatro de revista, ensaia À Espera de Godot, na tentativa de levar... Continue Reading →

“Chapéus há muitos, Sr. Godot!”

(ou de como Ribeirinho encontrou Beckett) — Sérgio Costa Andrade Há três datas – 1959, 1969 e 1973 – que justificam os três actos de À Espera de Beckett ou Quaquaquaqua, co-produção da Fundação Inatel com alguns teatros municipais do país que chega agora ao Porto, a meio de uma digressão nacional iniciada a 30... Continue Reading →

Doze anos crítico

Termina aqui a minha ação enquanto crítico teatral do PÚBLICO. Quando comecei, em 2005, escrevia uma crítica por mês, sobre espectáculos do Porto. Em Lisboa, havia mais duas pessoas a fazer crítica teatral. No Diário de Notícias e no Expresso havia textos todas as semanas. Hoje, só a Time Out Lisboa e o Jornal de... Continue Reading →

Arte Revolucionária Amada

Fui ver Esta é a minha cidade, do Teatro do Vestido, no último dia, um sábado em que a avenida da Liberdade e as ruas em redor dela onde o espectáculo decorre estavam à pinha de turistas e não-turistas, carros de som e carros com o som aos berros, DJs nas praças e despedidas de... Continue Reading →

Teatro pós-popular experimental

A baixa literatura — romances de cordel e livrinhos de cóbois — está na base de duas peças em cena este fim-de-semana no Porto, Cordel, de José Carretas e Amélia Lopes, no TNSJ, e Casa Vaga, de Rui Pina Coelho, no Campo Alegre. Sou parceiro deles em alguns projectos, por isso a minha opinião é... Continue Reading →

Genet, nas Leituras, Na Colónia Penal

Recomeçam na terça, 20, às 21h, as Leituras no Mosteiro, com Genet à cabeça. Dizem: Colónia Penal conduz-nos a um lugar concentracionário, onde Jean Genet anima, com humor e sarcasmo, uma sociedade de excluídos, guardas e prisioneiros, todos eles malévolos e retorcidos, todos eles lúcidos e alienados pelos seus sonhos. Peça de um só fôlego,... Continue Reading →

Relatório e contas, Ruy Belo

Setembro é o teu mês, homem da tarde anunciada em folhas como uma ameaça Ninguém morreu ainda e tudo treme já Ventos e chuvas rondam pelos côncavos dos céus e brilhas como quem no próprio brilho se consome Tens retiradas hábeis, sabes como a maçã se arredonda e se rebola à volta do que a... Continue Reading →

Cut, frame and border

Christiane Jatahy foi a encenadora convidada este ano para orientar a École des Maîtres — uma residência com actores de quatro países, Bélgica, Itália, França, Portugal — e o resultado foi um espectáculo-ensaio onde tudo pode acontecer. Os participantes vão improvisando a actuação conforme a encenadora lhes pede (através de minúsculos auscultadores) que sigam esta... Continue Reading →

Ana Cristina César a gosto

Tudo que eu nunca te disse, dentro destas margens. A curriola consolava. O assunto era sempre outro. Os espiões não informavam direito. A intimidade era teatro. O tom de voz subtraía um número. As cartas, quando chegavam, certos silêncios, nunca mais. Excesso de atenção varrido para baixo do capacho. Risco a lápis sobre o débito.... Continue Reading →

António, Antônio ou Antonio?

Contundência é uma palavra que tenho usado ultimamente como bengala para falar dos espectáculos. Mas "Antonio, Lindo Antonio", o filme da Ana Maria Gomes, que ganhou o prémio do público e o do júri em Vila do Conde, é uma faca afiada que se tira do peito e deixa a sangrar o coração. Se puderem, não percam (numa das... Continue Reading →

Performance Arte Portuguesa 3

O último dia começou com as comunicações "Traduzir Oralidade: O futuro da arte? de Ernesto de Sousa", de Pedro Barateiro; "Os Rituais Tradicionais Portugueses na performance de Armando Azevedo e Albuquerque Mendes", de Beatriz Albuquerque; e "O engajador engajado", apresentada por mim. Falei sobre as evocações do Brasil nas peças Velocidade Máxima (2009), do Coletivo 84; Vontade de Ter Vontade (2012),... Continue Reading →

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