Doze anos crítico

Termina aqui a minha ação enquanto crítico teatral do PÚBLICO. Quando comecei, em 2005, escrevia uma crítica por mês, sobre espectáculos do Porto. Em Lisboa, havia mais duas pessoas a fazer crítica teatral. No Diário de Notícias e no Expresso havia textos todas as semanas. Hoje, só a Time Out Lisboa e o Jornal de... Continue Reading →

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Arte Revolucionária Amada

Fui ver Esta é a minha cidade, do Teatro do Vestido, no último dia, um sábado em que a avenida da Liberdade e as ruas em redor dela onde o espectáculo decorre estavam à pinha de turistas e não-turistas, carros de som e carros com o som aos berros, DJs nas praças e despedidas de... Continue Reading →

Teatro pós-popular experimental

A baixa literatura — romances de cordel e livrinhos de cóbois — está na base de duas peças em cena este fim-de-semana no Porto, Cordel, de José Carretas e Amélia Lopes, no TNSJ, e Casa Vaga, de Rui Pina Coelho, no Campo Alegre. Sou parceiro deles em alguns projectos, por isso a minha opinião é... Continue Reading →

Genet, nas Leituras, Na Colónia Penal

Recomeçam na terça, 20, às 21h, as Leituras no Mosteiro, com Genet à cabeça. Dizem: Colónia Penal conduz-nos a um lugar concentracionário, onde Jean Genet anima, com humor e sarcasmo, uma sociedade de excluídos, guardas e prisioneiros, todos eles malévolos e retorcidos, todos eles lúcidos e alienados pelos seus sonhos. Peça de um só fôlego,... Continue Reading →

Relatório e contas, Ruy Belo

Setembro é o teu mês, homem da tarde anunciada em folhas como uma ameaça Ninguém morreu ainda e tudo treme já Ventos e chuvas rondam pelos côncavos dos céus e brilhas como quem no próprio brilho se consome Tens retiradas hábeis, sabes como a maçã se arredonda e se rebola à volta do que a... Continue Reading →

Cut, frame and border

Christiane Jatahy foi a encenadora convidada este ano para orientar a École des Maîtres — uma residência com actores de quatro países, Bélgica, Itália, França, Portugal — e o resultado foi um espectáculo-ensaio onde tudo pode acontecer. Os participantes vão improvisando a actuação conforme a encenadora lhes pede (através de minúsculos auscultadores) que sigam esta... Continue Reading →

Ana Cristina César a gosto

Tudo que eu nunca te disse, dentro destas margens. A curriola consolava. O assunto era sempre outro. Os espiões não informavam direito. A intimidade era teatro. O tom de voz subtraía um número. As cartas, quando chegavam, certos silêncios, nunca mais. Excesso de atenção varrido para baixo do capacho. Risco a lápis sobre o débito.... Continue Reading →

António, Antônio ou Antonio?

Contundência é uma palavra que tenho usado ultimamente como bengala para falar dos espectáculos. Mas "Antonio, Lindo Antonio", o filme da Ana Maria Gomes, que ganhou o prémio do público e o do júri em Vila do Conde, é uma faca afiada que se tira do peito e deixa a sangrar o coração. Se puderem, não percam (numa das... Continue Reading →

Performance Arte Portuguesa 3

O último dia começou com as comunicações "Traduzir Oralidade: O futuro da arte? de Ernesto de Sousa", de Pedro Barateiro; "Os Rituais Tradicionais Portugueses na performance de Armando Azevedo e Albuquerque Mendes", de Beatriz Albuquerque; e "O engajador engajado", apresentada por mim. Falei sobre as evocações do Brasil nas peças Velocidade Máxima (2009), do Coletivo 84; Vontade de Ter Vontade (2012),... Continue Reading →

Perfomance Arte Portuguesa 2

Duas cronologias, uma do ACARTE entre 1984 e 1989, da autoria de Ana Bigotte Vieira, e outra da Arte da Performance Portuguesa, de Sandra Guerreiro Dias, marcam esta segunda manhã do simpósio Performance Arte Portuguesa. No primeiro painel, além de Bigotte Vieira, intervieram Hélia Marçal e Daniela Salazar. No segundo, Guerreiro Dias e Ana Rito.... Continue Reading →

Perfomance Arte Portuguesa 1

Começa hoje o simpósio Performance Arte Portuguesa: 2 ciclos para 1 arquivo, no Museu Coleção Berardo. Abriu agora com Cláudia Madeira, Fernando M. de Oliveira, Hélia Marçal, Paulo Filipe Monteiro e Pedro Lapa na mesa da sessão de abertura. O orador que dará o tom para as intervenções de hoje é — dentro de minutos —... Continue Reading →

Antes só que mal acompanhado

Chega amanhã a Lisboa, ao D. Maria II, a dupla de atores camionistas Estêvão Antunes e Simon Frankel, a bordo do espectáculo “Viajantes Solitários", estreado o ano passado em Viseu. No Porto, o espectáculo pôde ser visto uns tempos antes de “Espólios”. Este último espectáculo, recorde-se, tinha uma ligação mais estreita a “Esta é a... Continue Reading →

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