A rua é o mar

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Se há razões para viajar de propósito a fim de ver teatro, uma delas é que alguns espectáculos são criados para certos lugares específicos, e é aí que faz pleno sentido vê-los. É o caso de A rua é o mar por onde eu vou navegar, do Bartolomeu, em frente ao Teatro de Arena (onde estão temporariamente sediados); do último do XIX, Teorema 21, a partir de Pasolini, numa ruína da Vila Maria Zélia; de Cabras, de Luís Alberto de Abreu, no Espaço Missão do Centro Cultural São Paulo; e em especial do Museu Encantador, em plena praça da Sé, na Caixa Cultural. Como ouvi ontem na rádio, todos os anos há pelo menos um enredo de escola de samba que mete índios, caravelas, cabral, zumbi; e parece que há sempre uma peça de teatro sobre as figuras do sertão, da escravatura e da colonização. O teatro está no meio da conversa sobre o que é o país.

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